Já aqui confessei vários vícios…
Uns, são mesmo vícios: o dos cigarros…
Outros, talvez manias, paixões, hobbies, formas que arranjei para ocupar os tais 86 400 segundos que nos são dados diariamente.
O maior, neste momento, é a internet e a desvairada companhia que me faz.
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| ZX spectrum |
Devo ter sido uma das pessoas que conheci da minha geração que, nos anos 80, primeiro começou a mexer em computadores.
Iniciei-me com o ZX Spectrum da Sinclair, que funcionava com cassetes e tinha de ser ligado à televisão.
Consegui, nessa altura, com grande esforço e noitadas até às tantas, estudar rudimentos de Basic e cheguei a fazer pequenos programas muito simples, com charadas, para as minhas filhas exercitarem os seus conhecimentos.
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| Schneider |
A seguir tive, no meu emprego, o primeiro computador: um Schneider, que funcionava com uma disquete com o MS-Dos e outra com um programa chamado “Works” que tinha um rudimentar processador de texto, uma folha de cálculo e uma base de dados.
Foi meu companheiro durante bastante tempo.
Recordo a sua chegada e instalação. Com a ajuda de uma colega que também era dada a estas modernices, ligamos o computador, metemos a disquete do DOS e ficamos a olhar para aquele A) que aparecia no monitor sem saber como prosseguir…
Como detesto livros de instruções, foi por tentativa e erro que consegui começar a trabalhar com aquilo.
Nunca fiz cursos de informática a não ser um pequeno curso para aprender a trabalhar com o Word Perfect (um processador de texto complicadíssimo) .
Nunca tive medo da máquina e assim fui evoluindo e adaptando-me às novidades que cada ano iam aparecendo: o Lotus 123, o Quattro, o Excell e por fim o Windows e o Office.
Os computadores vieram facilitar enormemente o meu trabalho.
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| Máquina Facit |
Desde que me formei,fazia análises estatísticas e de variância, tendo começado com uma máquina de calcular Facit que funcionava com uma manivela. Os gráficos eram feitos à mão.
O que normalmente demorava meses, passou a ser feito num instante.
Às vezes penso, como podíamos dar rendimento, a trabalhar da maneira artesanal que foram os primeiros anos da minha carreira.
A evolução nestes últimos 40 anos foi vertiginosa e daqui para a frente mais vertiginosa será. Dou graças a Deus por ter podido assistir a estes primórdios e por ter conseguido acompanhar ainda, esta evolução.
A última maravilha foi a internet. A princípio muito complicada e lentíssima (minutos intermináveis para abrir uma página) com motores de busca incipientes: o Altavista, o MSN, o Yahoo e por fim o Google.
E agora é esta maravilha que nos liga a todos, fácil de manejar, rápida e que nos abriu o mundo neste pequeno ecran.
Descobri a pesquisa fácil, o acesso aos bancos, as compras nos supermercados e lojas online, os e-mails, os jogos online (jogo muitas vezes bridge online) os blogues, o youTube, o facebook….
Passo demasiado tempo por dia à volta dela e isso quase pode ser considerado um vício.
Fico doente quando, por qualquer motivo, não funciona.
Tornámos-nos irreversivelmente dependentes das máquinas…
Devia procurar viver mais com os outros e fazer assim:
Devia procurar viver mais com os outros e fazer assim:
Ainda me lembro de a Mãe dizer que a televisão tinha cortado as conversas em família. Mas na televisão ainda estávamos todos a ver o mesmo.
O que diria, Mãe, se visse os seus netos e netas, num serão familiar, agarrados ao seu Iphone, Ipad, computador portátil, cada um a ver sua coisa?!!!
Nota: as imagens tirei-as do Google




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